Suspeito de torturar mulher no AP queria que vítima esfregasse rosto em urina de cachorro, diz delegada
17/06/2026
(Foto: Reprodução) Operação realiza prisões e registra novas medidas protetivas no AP
Uma mulher de 44 anos relatou à Polícia Civil ter sido torturada pelo companheiro durante 17 anos. Segundo a vítima, ela sofreu episódios constantes de violência física, verbal e sexual ao longo do relacionamento.
O suspeito, de 42 anos, foi preso na terça-feira (16) na casa do casal, em Santana (AP). De acordo com a delegada Katiúscia Pinheiro, em um dos casos o agressor queria que a vítima esfregasse o rosto na urina de um cachorro.
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"A vítima relatou que era submetida pelo esposo a intenso e reiterado sofrimento físico e mental, por meio de humilhações de cunho sexual, ofensas morais e agressões físicas [...] Eu posso citar, para a compreensão da gravidade da situação, que ele inclusive queria que ela esfregasse o rosto na urina do cachorro no chão. Então é um caso de extrema gravidade, que exigiu a intervenção do Estado", disse a delegada.
A violência mais recente aconteceu na madrugada de terça-feira, com agressões físicas e atos degradantes de natureza sexual. A identidade do suspeito não foi divulgada pela polícia.
De acordo com a polícia, as agressões aconteciam na frente dos dois filhos do casal. Em algumas ocasiões, eles tentaram proteger a mãe, mas não conseguiram. A vítima contou à polícia que era agredida como forma de castigo.
A investigação apontou que o homem praticava tortura psicológica e física. A vítima apresenta cicatrizes no corpo causadas pelas agressões.
Após procurar a Delegacia de Atendimento à Mulher de Santana nesta terça-feira (16), a vítima deu início às investigações. Policiais localizaram e prenderam o suspeito.
Segundo a delegada, ele foi enquadrado pelo crime de tortura no contexto de violência doméstica, devido à gravidade do caso.
"Pelo intenso sofrimento físico e mental que foi infligido à vítima com essas condutas de humilhações sexuais, ofensas morais e agressões físicas, de forma reiterada durante todo esse relacionamento de 17 anos", disse.
A vítima já havia denunciado casos de tortura em 2011, mas não deu continuidade ao processo. A delegada destaca a impotância de uma rede de apoio nesses casos.
"A ocorrência é muito importante. Os familiares devem também intervir na situação. Existem casos em que a mulher está tão subjugada, tão humilhada, que não tem forças para procurar ajuda. Por isso, é fundamental a participação não só do Estado e da vítima, mas também de qualquer amigo, familiar ou vizinho que saiba que a mulher está sendo vítima de violência doméstica e familiar", destacou.
A vítima foi encaminhada para atendimento psicologico na rede Centro de Atendimento à Mulher e a Família (Camuf).
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A prisão aconteceu durante a 2ª fase da Operação Mulher Segura, que reforça a proteção e os direitos das mulheres no Amapá. O suspeito deve passar por audiência de custódia e permanecerá à disposição da Justiça.
Homem foi apresentado na delegacia da mulher em Santana
Polícia Civil/Divulgação
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